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Mostrando postagens de 2013
Baú Minhas coisas que pareciam apagadas tomaram cores de novo, É conta de carinho que me desperta velhos desejos, Sonhos abandonados,  Vontades que fiaram, Trapos feito vestidos sem cor. Estava ai como andarilha, rasgando os fuxicos da saia, Deixando ver as pernas brancas. E o carinho me trouxe velhos desejos Tão novos para mim. Agora abriu meu baú E não tem jóias caras. Tem raros desejos simples. Tem de mim vontade de cuidar. Porque, meu verbo “todos”. No dia a dia soava pouco. E na loucura levava demais, o que há de meu em dedicar. Como uma colher, aos pouquinhos. Cada dia, em cada segundinho. Um carinho me traz de volta, em baldes...  A VONTADE. Essa coisa. A CORAGEM. Vento soando grave frescor em minha pele. Volto a dar pernas ao futuro. Colorir minhas coisas apagadas. Dar a mão ao meu menino com segurança. Volto a um amar-se. Tudo culpa e conta desse Consequente que amo e preciso,  Car...

Lembranças feitas de Cartolina

TRAZENDO COISINHAS DO BLOG ANTIGO www.conteirodaflor.zip.net LEMBRANÇAS FEITAS DE CARTOLINA Eu sou uma mamãe, Eu tenho prazer, em ficar horas alternando Entre, ajuntar brinquedos,imaginar brincadeiras ou só observando o play ground. Respondo perguntas mais intrigantes, mais criativas e tão importantes quanto às de um vestibular. Eu já pisei em carrinho, em hominho e machuquei o pé em pecinhas de monta- monta. Já contei histórias sobre tudo... - Porque a noite chega? - Porque o sol acorda? - Porque cachorro faz cocô na rua? - Porque a mamãe vai trabalhar? - Cadê meu papai? - Porque menino não usa batom, e a mocinha da novela ta chorando? - Porque sou menininho e não neném? Eu mamãe respiro mais lento, sorrio mais lento. Choro bem longe, canto bem baixinho. Só a mamãe brinca de carrinho, de garagem de lutinha. E faz comidinha porque a mamãe já foi menininha. Eu mamãe coleciono lembranças feitas de cartolina. Tenho uma cara feia com mal criação. E menininho intel...
Dia bom, é entender depois de muitos anos e tentativas e versos desperdiçados.  Que quem se importa, faz de verdade, mostra com pequenas atitudes o que é consideração, compreensão e respeito. Faz com naturalidade o que chamamos de carinho. Acorda para dizer bom dia e volta a dormir .... ... Nesses dias que a melodia soa em fá maior, o calor das palavras vem me aquecer mesmo na distância fria ... (sobre um caminho simples para uma estrada longa) Liras Floridas - Fran Flor setembro 2013

PARTICIPAÇÃO SARAU ENCONTRO DE UTOPIAS - BIBLIOTECA MONTEIRO LOBATO

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SETEMBRO 2013

A Mamãe Recém Nascida

Essa  cartinha fiz com  muito carinho para da r apoio a uma amiga que estava sozinha e tinha acabado de ter seu bebê, com o tempo ela passou para outras mamães fresquinhas e me rendeu momentos muito emocionantes de agradecimento. resolvi editá lo e postá lo novamente e espero que ainda possa ser útil. PARA A JOVEM MÃE RECÉM-NASCIDA São as primeiras horas você vai saber quem é, mas questionará todo o por que de sua existência até aqui.  Vai olhar para trás, mas tente não fazê-lo. Vai olhar para frente e agora com demasiada fragilidade. O Olhar para frente vai fazê-la insegura, impotente. Quando olhar para os braços vai entender o motivo. O bebê em seu colo, esse será toda a razão certa e incerta da sua vida.  Ele será outra pessoa e o único projeto que por mais que você planeje e acerte você nunca saberá exatamente o que vai ser. A certeza só daqui para frente é um amor incontrolável. Até ele fazer uma semana você vai esquecer o que é noite o q...
GRANDE Você tem todo dia um querer ? De vibrar com uma voz ? Vibro todo dia com uma voz e quero mais. Mais dos dias de sentir. Isso é apaixonar-se Quero mais da luz Do sol, do ar dos sorrisos. Quero tudo de uma vez. O melhor do querer é ouvir sua voz, Todo dia Sua voz Que sai sem querer Quando acorda Sua voz Que vibra minhas paisagens De pensamentos Sua voz, Um som que verbaliza os sonhos. Concretiza seu toque Grande em meu corpo É toda a sua voz . FRAN FLOR SETEMBRO
Espinha A limpo,  tudo apagado, as memorias, fatos Mais uma vez essa morte de coisas e eventos. Mais uma vez esquece as roupas  Dança nua ao vento enquanto perco versos pico o cérebro em sopa uma colher de chá Novas ervas ebulidas. Cheia de novas, cheia de poças. A limpo folha de caderno molhada Tinta da caneta que espalha os dias Calçada Todas as listas de prioridades Para nada Espinha Que não ereta, enverga e finca No paladar O que não degusta arde no coração O que não é sangue é arte. Fran Flor agostos
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Aquela Augusta Todos os dias a casa é a mesma e quadrada. Pela manhã, somos mesmo, aqueles que sonharam. Nas manhãs, a mãe acorda o filho, alimenta-o despede se. As TVs são ligadas. Mas lá não. Lá naquela rua as manhãs nunca chegam. Os sorrisos são duros colados no rosto, como que com fitas ou grampos. Naquela rua eu penso mesmo já ter encontrado todos os amigos eternos de infância. Os rostos que desbotam com o chegar do Sol. Todos são artistas, interessantes bons amantes. Profundidade de pires. Eu posso ver o fundo e ele é branco. Naquela rua, não vejo seu sorriso ele para mim é arisco. Cuidados que não me tens. A porta de vidro fechada, e por ela um último semblante. Voltamos a cambalear perdidos. Aquela rua, mosaica curva de espíritos. Onde deixas os sapatos. E me entregou ao peito de um travesti despido. Naquela rua já me tornei personagem. Diluída a vida, em dias copos de pinga em outros qualquer bebida. Depois voltar a casa. . Quadrada,...

Participação Sarau Cooperifa - dia 20 de julho

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BIBLIOTECA MARIO DE ANDRADE

Resumindo os anos

Resumindo os anos Não seremos nós essa noite! Não Aquele nós!  Distantes por anos E tão completos... Modelei monstros a partir dos meus anseios,  Entre as pernas teci um tapete de amores.  Procurando identidade em tantos horizontes. Ninguém tem os braços e os pensamentos para segurar meus devaneios. Toda a minha ansiedade explosiva Minha determinação infantil. As formas da minha liberdade que assombra. Os contornos  gordurosos dos medos,  meus e de todos. Tudo de humano, e gritos e fluídos.  Dores indetermináveis de ser de verdade. Porque  mesmo que nos falamos pouco, entendemos nos por muito. E estendemos, no que somos. Passa e vai ser assim. Dragão de costas ao não acaso, Monstro que dança suave aos sentidos E não aceita simplesmente os fatos. Fran Flor Francine julho 2013

SUA DOR, MINHA DROGA

Sua Dor, minha droga Estou a mercê da reza,  dos milagres e dos pedidos feitos por amor e fé. Vivendo histórias que não devo. Morrendo em vinte e quatro horas. Minha vida por uma linha de azeite fina. A vida inteira por acabar  sentidos sem acabamento. Cantando para maus amantes por beijos imolados. Frações de um amor errado,  quando sou ouvido para suas dores. Sou aquele olhar lento lançado sobre mim. E ficam picados meus versos.  Frente aos seus horrores. Um nota de música cambaleante... sou toda sangue. Quando quero correr para chorar, não tenho peito de Deus. não tenho colo de Deusa, nem mesmo os braços confusos do mago. Lágrimas em linha reta Lágrimas em minhas letras. Fran Flor - Junho 2013 ... q não acaba

ATO ÚNICO

Ato Único Rasgadas minha palavras, perante o ódio dessa canção. Que me cantou, com frases em lança para me ferir. Somos parte de um ato único de morte. Teatro sem palco. Platéia vazia. Meu amor virou revolta. Dessa sua falta. Que me fez me perder inteira Eu só queria acabar com a espera. Que fazia meu coração viciar. Em seus generosos, pequenos beijos de carinho. Migalhas que eu supunha prazer em me dar. Mas esses são tempos de ressaca, tempos de não se arriscar em me provocar. E você achando que te desafio ... Vimos  nosso amor perdendo a fieira. indo indo indo Vazio em mim. Ah, a inocência da sua música ... de minha morte não mais tocar. Com esses dedos seus. Nem sua vontade de me cuidar. Essa sua vontade, não vai acabar com minha loucura por mais que queira. Sou a mulher que espera ... Seus peixes e versos, seu pequenos momentos de verbos sua dança e loucura. Sou ... A mulher q dança, Que vai meu bem. Que c...

Sarau da Quilo abraça Perifatividade - junho 2013

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Parado Tempo  E quando eu sei que a dor é inevitável ? A sensação é só de estar mergulhada em algo doce mas vendo de fora um buraco. E quando eu sinto e sinto, e é tanto. Meu futuro que vira pano estendido  a minha frente. No salão seus olhos seguem somente meus gestos. No balcão meu olhar degusta seus feitiços e versos. Tão suave,tão suave sua mão. Tão fria a chuva que cai sobre nós. Tão forte o gosto de manjericão e pinga. Tudo disso que não é romance. É sempre quase. É um nunca, torturante. Dias sem luz. Dias que pareço mais bonita q a vida, para você. Dias que a vida parece menos escura. Tempos em que a melodia congela o mundo. Coisa que quero parar, não consigo. Sua mão abafando meus suspiros. Loucura, que dispara sangue feito um corte a minha vida. E o mundo inteiro pára. Quando voltar a doer eu aviso. Fran Flor Francine junho 2013
Hiato  O maior pedaço do meu maior lado o que gesta os meus davaneios, me mostrou meu amor abortado. Entendi quantos amanheceres perderia.  Sou um composto desorgânico e seria ainda mais. Se permanecesse ao seu lado. Mas não dê importância as minhas palavras, são minhas pinturas de guache. Acordo de sonhos todos dias vivo com eles enquanto quero. O mal está nas perdas que causo. Mania de provocar encantamentos furtívos. Não sou diferente de você. Não foram diferentes meus desejos insones. A felicidade é passagem de som, enquanto no meu canto existe. Seu hiato. Maio 2013
Piatã – 2ª PARTE – A mulher a espera.   Nas ultimas noites passo o tempo teando, finas rendas apenas com os dedos, são quentes as noites mesmo quando faz frio são quentes minhas noites. A fome é grande e aguardo você voltar da pesca, a fome não é de peixe.  Essa noite  está especialmente confusa, te sinto me pedindo para busca-lo na rua mas sei que está no mar e rezo a ele que não faça nada a você, rezo em segredo que você volte menos angustiado para cuidar do jardim que morreu sem seus cuidados. Meu coração permanece, as vezes resiste mais com o tempo, vai se enterrando na areia, não durmo para não sonhar com sua ultima imagem, me dizendo adeus sua voz que mentia para seus olhos tristes. Esse vinho só resolve a sede, mas a fome é grande, a fome não é de peixe onde está que não retorna com a pesca? É só o que penso, quando você me alimenta com seus carinhos e histórias. Não importa pela manhã vou me banhar no mar como faço todos os dias, me distraio tea...
Sobre o fim Se não dediquei lhe letras de musicas ou mesmo os agudos de Vanessa da Mata. Não lamente meu bem. É porque o que tivemos não foi amor de minha parte. Foi um sonho de almas desesperadas . Agora estamos prontos para acordar e seguir nossos caminhos. Eu vou sair para dançar. Porque minha alma estava em coma e agora volta a respirar.  Se não te disse antes. Agora sim. Quem afirma é o não. Acabou. Fran Flor em uma data qualquer de 2013
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SARAU D´QUILO ABRAÇA ENCONTRO DE UTOPIAS ABRIL 2013
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Participação Sarau Elo da Corrente - nov 2011
No meio não sou Meu espirito está fora do meu corpo e quando é assim não há carrocinha que o capture. A saudade dos dias que sua paz segurava minha angustia essa me atormenta por enquanto. E fico podre a curtir os meus cheiros, qual ser humano merece isso ? Não sei, acho que todos. Para ss minhas perguntas as respostas  não estão nos livros. Meus pés doem. Não sustentam mais esse corpo corpulento, e lento. Que não consegue se quer correr atrás desse meu tal espírito.  Meio pra nenhum lado. Meio ele espana e fica perdido. Fran Flor dez 2012
Como matar um poeta Se pela mesma interpretação das fadas poetas são assim... Morremos quando alguém para de sonhar .... Morro toda a vez q alguém não sente algo com música. E aí cadê as palmas para ressucitar ? Elas não vem ..  Fran .. Meio flor Abril 2013

Para as nuvens !

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Tangos tristes, sambas antigos Se eu fosse uma foto eu seria a imagem de alguém sentada a beira do mar. Olhando para o horizonte com olhar de espera. Congelada imagem. Se os meus pensamentos do momento da foto pudessem ser tocados. Tocariam notas do nosso samba preferido. Aquele que dançavamos se envolvendo um no corpo do outro, sem se tocar só sentindo. Quando o corpo encontra seu sentido. A nos sa dança ficou no universo meus pensamentos de hoje, tocam tangos doídos. Só minha imagem permanece a mesma. Minha imagem é a espera e a incerteza. Uma flor sem um passarinho. fran flor abril 2013

Sarau do Cabeça

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Performance no Sarau do Cabeça em 2011