Baú
Minhas coisas que pareciam apagadas tomaram cores de novo,
É conta de carinho que me desperta velhos desejos,
Sonhos abandonados,
Vontades que fiaram,
Trapos feito vestidos sem cor.
Estava ai como andarilha,
rasgando os fuxicos da saia,
Deixando ver as pernas brancas.
E o carinho me trouxe velhos desejos
Tão novos para mim.
Agora abriu meu baú
E não tem jóias caras.
Tem raros desejos simples.
Tem de mim vontade de cuidar.
Porque, meu verbo “todos”.
No dia a dia soava pouco.
E na loucura levava demais,
o que há de meu em dedicar.
Como uma colher, aos pouquinhos.
Cada dia, em cada segundinho.
Um carinho me traz de volta, em baldes...
A VONTADE.
Essa coisa.
A CORAGEM.
Vento soando grave frescor em minha pele.
Volto a dar pernas ao futuro.
Colorir minhas coisas apagadas.
Dar a mão ao meu menino com segurança.
Volto a um amar-se.
Tudo culpa e conta desse
Consequente que amo e preciso,
Carinho.
Fran Flor – outubros que começam em agostos
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