SUA DOR, MINHA DROGA


Sua Dor, minha droga

Estou a mercê da reza, 
dos milagres e dos pedidos feitos por amor e fé.
Vivendo histórias que não devo.
Morrendo em vinte e quatro horas.
Minha vida por uma linha de azeite fina.

A vida inteira por acabar 
sentidos sem acabamento.
Cantando para maus amantes
por beijos imolados.

Frações de um amor errado, 
quando sou ouvido para suas dores.
Sou aquele olhar lento lançado sobre mim.

E ficam picados meus versos. 
Frente aos seus horrores.
Um nota de música cambaleante...
sou toda sangue.

Quando quero correr para chorar,
não tenho peito de Deus.
não tenho colo de Deusa,
nem mesmo os braços confusos do mago.

Lágrimas em linha reta
Lágrimas em minhas letras.

Fran Flor - Junho 2013 ... q não acaba

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