Postagens

Mostrando postagens de 2015
Imagem
Dos vícios aos doces em conserva ... O vicio é pelos significados E isso nao é amor As coisas simples de antes A coisa toda de vislumbrar a tudo Se perdeu Quando na verdade só o frescor das incertezas me apaixona O resto do tempo Não estou em lugares algum a muito tempo. O que existe na minha materia  Um lago parado na esperança de ser cachoeira. A quem eu deveria chamar de alma Ela corre corre corre Só em meus sonhos Nesse mundo ela dorme Tropeça, some Tropeça além da conta Queria gritar nesses momentos Quando não escolho  E coloco as pedras diante de mim. É sobre o amor que está perdido é sobre o vício por significados. Pelo menos quebrei o pote de vidro que me colocaram Isso é fato. Estou precisando aprender A fazer  compota com o q ficou. Adocicar esse lance de estar viva. Estou mesmo  Precisando re encontrar  A flor em mim perdida Aquela la cheia de bossa Minha amiga antiga.
A casa ... ou sobre sonhos e horizontes Sonho com uma casa flutuante habitada por um ancião solitário. Meus dias como a casa. Meu coração o ancião. O Silêncio é o mestre dos dias. O Sol poente, um guia. A casa guarda minhas noites solitárias. O mar em volta, já acolheu muitas das minhas lágrimas. Sonhei com você Adormecida sob a luz da lua. Enquanto eu expulsava as minhas dores. Sentindo em meu rosto as curvas dos seus cachos. Minha fada impura Minha flor castigada. A moça suave da minha infância. Hoje essa mulher rósea e cambaleante. A casa flutuante, é a guarda dos animais cansados. E também de nosso amor cheio de contos. Guarda meu afeto. Abriga o ancião solitário. Abril 2015
Para quem faz crochês ... (ou como minha mãe me ensinou a ser mamãe) Um  dedo no bordado velho ao adormecer Cada bolotinha torcida do crochê Lembranças táteis de um  amor Todos temos! Todos,  tememos a distância desse amor. De mãe, de antigamente. Daqueles olhos acolhedores Porem cheio de dores Eu não fui a minha mãe Mas cresço todo dia buscando minha mãe em mim Aquele dedinho fazendo crochês È o amor que eu tive E todo da mulher que não conheci. È muito a mãe que não sou. Não quero ver seus olhos Nem, suas  palavras de canto. Dói em mim pensar , Dois demais julgar Não dá para explicar em um poema Minha mãe Eram os piolhos do meu cabelo dando problema E ela fazendo carinho e reclamando Meus  carinhos Era ela sendo mãe como podia E hoje eu mãe como posso ser.
Para longe dos monstros que aprisionam mentes amáveis. Olhar-me, assim no espelho. E ver que talvez, andei por ai, um pouco encaixotada. Fui embalada a vácuo em nome da ordem. Da linha da regra. E fui mastigada e engolida pelo monstro da intolerância. As vezes, isso acontece. Isso de alguém ou alguma coisa vir e amarrar seus pés, um no outro com um barbante. No meu caso, Embalaram a vácuo, minha sensibilidade.. Entendo isso dos monstros. Penso eu, nos monstros já terem sido um dia crianças. Aquelas crianças muito tristes e privadas de amor e amor próprio. Imagino assim a infância dos monstros. Eu sorrio sozinha quando imagino. Pobres monstros da intolerância. Mas então eu ... Eu ? Vou muito bem obrigada. Leve como uma pluma. Francine Flor – janeiro de 2015