Para longe dos monstros que aprisionam mentes amáveis.

Olhar-me, assim no espelho.
E ver que talvez, andei por ai, um pouco encaixotada.
Fui embalada a vácuo em nome da ordem.
Da linha da regra.
E fui mastigada e engolida pelo monstro da intolerância.
As vezes, isso acontece.
Isso de alguém ou alguma coisa vir e amarrar seus pés, um no outro com um barbante.
No meu caso,
Embalaram a vácuo, minha sensibilidade..
Entendo isso dos monstros.
Penso eu, nos monstros já terem sido um dia crianças.
Aquelas crianças muito tristes e privadas de amor e amor próprio.
Imagino assim a infância dos monstros.
Eu sorrio sozinha quando imagino.
Pobres monstros da intolerância.
Mas então eu ...
Eu ?
Vou muito bem obrigada.
Leve como uma pluma.

Francine Flor – janeiro de 2015




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog