Para quem faz crochês ...

(ou como minha mãe me ensinou a ser mamãe)

Um  dedo no bordado velho ao adormecer
Cada bolotinha torcida do crochê
Lembranças táteis de um  amor

Todos temos!
Todos,  tememos a distância desse amor.
De mãe, de antigamente.
Daqueles olhos acolhedores
Porem cheio de dores

Eu não fui a minha mãe
Mas cresço todo dia buscando minha mãe em mim
Aquele dedinho fazendo crochês
È o amor que eu tive

E todo da mulher que não conheci.
È muito a mãe que não sou.
Não quero ver seus olhos
Nem, suas  palavras de canto.

Dói em mim pensar ,
Dois demais julgar
Não dá para explicar em um poema
Minha mãe
Eram os piolhos do meu cabelo dando problema
E ela fazendo carinho e reclamando
Meus  carinhos
Era ela sendo mãe como podia

E hoje eu mãe como posso ser.

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