Janelas - (as paisagens mudam os olhos não) Da janela do quarto da minha mãe eu via um monte verde e uma pracinha, então pensava que se eu fosse um gigante com três passos chegaria até lá na mesma hora. Mas na janela haviam grades e eu de fato não seria um gigante. então me imaginava como os beijas flores que iam bebericar agua com açúcar na vizinha, me imaginava livre como eles, e meus pequenos braços se estendiam por entre as grades e eu tocava a chuva o vento e tudo apesar delas meus dedos eram eu. Quando pequena e meus pensamentos me atormentavam dizia, mãe espia no meu ouvido p ver o que estou pensando. Sempre assim buscando alternativar p a minha compreenção ou excessos. Compreenção dos meus sentidos. Descobri palavras e com elas liberdade e com ela o medo, que me gerou coragem. Hoje não estou nem para gigante nem p passarinho, só poeta e de vez e muito mãe e de vez e sempre mulher e de vez em tudo ... Um ser ... junho 2012
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AS CORES QUE CRIAMOS PARA O MUNDO QUE AMAMOS. Faço parte de um mundo de verdade. Onde os sorrisos são simples como acordar cedo e querer ser feliz. Nada é assim tão colorido como pintamos, Ainda, que tente todas as tintas. O que existe são as cores dos fatos. E com elas os sentidos que damos. E desse sentido fazemos um amor. Um amor qualquer, para se pegar na mão na hora do vazio. Para abraçar forte de querer sumir. Daqueles amores despreocupados, mas atenciosos. É um amor sem direção, mas fluído. Como quadro pintado por criança, com figuras aleatórias. Para tirar do mundo dos sorrisos feitos Em máquinas de fumaça de gelo seco. Desejo esse amor para você, Um amar de não ser sempre. Para ter prazer único. Como quando foco nos olhos de meu gênio criativo. Olhos que veem a cor do amanhã, que lamenta e chora. Fechados conduzem a dança. Quero ensinar-te a ouvir. A músi...
Tangos tristes, sambas antigos Se eu fosse uma foto eu seria a imagem de alguém sentada a beira do mar. Olhando para o horizonte com olhar de espera. Congelada imagem. Se os meus pensamentos do momento da foto pudessem ser tocados. Tocariam notas do nosso samba preferido. Aquele que dançavamos se envolvendo um no corpo do outro, sem se tocar só sentindo. Quando o corpo encontra seu sentido. A nos sa dança ficou no universo meus pensamentos de hoje, tocam tangos doídos. Só minha imagem permanece a mesma. Minha imagem é a espera e a incerteza. Uma flor sem um passarinho. fran flor abril 2013
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