A corda
Eu tenho um barco, mas eu não estou nesse barco. Nele estão todas as minhas coisinhas, meus amores meus amontoados de sonhos, minhas ferramentas usadas e as que não servem mais.
Meu barco está em alto mar .. eu não ..
Eu seguro ele por uma corda daqui da superfície.
Acontece que as vezes o mar fica muito agitado, muito, muito, que meus braços chegam a doer de segurar a corda.
Mas o barco não pode partir...
Tem dias que a corda corta a minha mão e sangra, de tanto que eu tento segurar ele, tem dias que tenho vontade de largar o barco.
Meu barco está em alto mar .. eu não ..
Eu seguro ele por uma corda daqui da superfície.
Acontece que as vezes o mar fica muito agitado, muito, muito, que meus braços chegam a doer de segurar a corda.
Mas o barco não pode partir...
Tem dias que a corda corta a minha mão e sangra, de tanto que eu tento segurar ele, tem dias que tenho vontade de largar o barco.
Eu não sei gritar socorro nesses dias.
Eu acho mesmo que não adianta gritar nem pedir ajuda, só sobra eu a corda e o barco pesado.
Eu acho mesmo que não adianta gritar nem pedir ajuda, só sobra eu a corda e o barco pesado.
Tem dias que vem gente tentar tirar minha mão da corda ...
Eu grito nessas horas...
Eu aprendi que meu grito não é culpa ..
Eu aprendi que meu grito não é culpa ..
Mas dói a mão, e tenho vergonha.
De algum lugar vem mãos que me ajudam a segurar a corda nessa hora.
Elas vem de dentro.
Essas mãos.
Elas seguram a corda comigo e o barco e a ressaca do mar vai passar.
O sangue da mão .. para colorir de vermelho o futuro.
E Vermelho é a cor do amor.
Elas vem de dentro.
Essas mãos.
Elas seguram a corda comigo e o barco e a ressaca do mar vai passar.
O sangue da mão .. para colorir de vermelho o futuro.
E Vermelho é a cor do amor.
Fran Flor setembro navegando de novo
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