A corda Eu tenho um barco, mas eu não estou nesse barco. Nele estão todas as minhas coisinhas, meus amores meus amontoados de sonhos, minhas ferramentas usadas e as que não servem mais. Meu barco está em alto mar .. eu não .. Eu seguro ele por uma corda daqui da superfície. Acontece que as vezes o mar fica muito agitado, muito, muito, que meus braços chegam a doer de segurar a corda. Mas o barco não pode partir... Tem dias que a corda corta a minha mão e sangra, de tanto que eu tento segurar ele, tem dias que tenho vontade de largar o barco. Eu não sei gritar socorro nesses dias. Eu acho mesmo que não adianta gritar nem pedir ajuda, só sobra eu a corda e o barco pesado. Tem dias que vem gente tentar tirar minha mão da corda ... Eu grito nessas horas... Eu aprendi que meu grito não é culpa .. Mas dói a mão, e tenho vergonha. De algum lugar vem mãos que me ajudam a segurar a corda nessa hora. Elas vem de dentro. Essas mãos. Elas seguram a corda comigo e o barco e a ressac...
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Mostrando postagens de 2016
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Sol de amanhecer Com você, Tudo fica calorosamente bem. Meu bem. O Frio morou por aqui O frio fez casa de gelo e eu pensei que casa de gelo Era lar Eu pensei Que tinha felicidade de vidro, Não vi que casa de vidro podia quebrar. Eu tentei acertar Eu tentei encaixar meu jeito desafinado Nas melodias. Eu tentava dançar, mas o gelo congelava minhas raízes. Não conseguia ser flor. Eu amei o inverno, não posso negar. Eu amei o inverno E passei por ele como uma sonata, clássica e linda. Não é culpa do inverno ele é necessário. Eu que não sei viver no inverno. Não dancei direito talvez. Mas esse poema é sobre essas manhãs novas. Que o sol brilha no inverno O sol é muito interessante Faz cafuné nas flores! O Sol faz esquecer o passado de dores. Revive o jardim E a beleza vai brotando As cores se juntando ao jardim Colorindo a casa de vidro Substituindo por madeira Raízes, árvores, folhas verdes. Nas manhãs Eu penso sempre nas folhas verdes que quero ver. Nos frutos, na beleza das ...
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Saudade Incontáveis vezes que sonhei ser sugada pela pele. É seu corpo que me envolve feito as águas do mar calmo. Aquele mar de amanhecer Que meus olhos buscam Toda a voz de passarinho Toda luz de luar Barulho de peixe na água Seu abraço e seu sussurro que me recorda. A solidão dos meus sentidos. As vezes que não fui somente uma. Amante do mar e da lua. Incontáveis foram as vezes que o mar me carregou Feito céu de coloridas sensações. O mar nem tão calmo O mar urgente Um mar amante querendo tocar minha boca Cuidando para não afogar minha alma. Nem salgar meu coração.
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Enquanto a música toca ... Nunca é tarde para ouvir poesias Nunca é tarde para ouvir as próprias melodias Nunca é tarde para amar a si E amar a si é poetizar o estar da vida. Nós estamos. Estamos em mais coisas que pensamos. Estamos no coração das crianças que geramos. Nos sorrisos dos filhos quando acordamos. Nós poetizamos na dor. Pois se não for assim não há porque a vida. Nunca é tarde para compor. Nunca é tarde para ser feliz. Mas o tempo poderá ser menor. O medo poderá ser maior. E a felicidade trocada pela dor. Dor que criamos no lugar das melodias. Medo que regamos e matam as poesias. Amigo eu tenho um plano Vamos remar junto nesse barco, Quando cansar, me abraça. Quando doer, me fala. Respira, canta .... Nunca é tarde para sua melodia àguas de Março de 2016