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Mostrando postagens de maio, 2015
A casa ... ou sobre sonhos e horizontes Sonho com uma casa flutuante habitada por um ancião solitário. Meus dias como a casa. Meu coração o ancião. O Silêncio é o mestre dos dias. O Sol poente, um guia. A casa guarda minhas noites solitárias. O mar em volta, já acolheu muitas das minhas lágrimas. Sonhei com você Adormecida sob a luz da lua. Enquanto eu expulsava as minhas dores. Sentindo em meu rosto as curvas dos seus cachos. Minha fada impura Minha flor castigada. A moça suave da minha infância. Hoje essa mulher rósea e cambaleante. A casa flutuante, é a guarda dos animais cansados. E também de nosso amor cheio de contos. Guarda meu afeto. Abriga o ancião solitário. Abril 2015
Para quem faz crochês ... (ou como minha mãe me ensinou a ser mamãe) Um  dedo no bordado velho ao adormecer Cada bolotinha torcida do crochê Lembranças táteis de um  amor Todos temos! Todos,  tememos a distância desse amor. De mãe, de antigamente. Daqueles olhos acolhedores Porem cheio de dores Eu não fui a minha mãe Mas cresço todo dia buscando minha mãe em mim Aquele dedinho fazendo crochês È o amor que eu tive E todo da mulher que não conheci. È muito a mãe que não sou. Não quero ver seus olhos Nem, suas  palavras de canto. Dói em mim pensar , Dois demais julgar Não dá para explicar em um poema Minha mãe Eram os piolhos do meu cabelo dando problema E ela fazendo carinho e reclamando Meus  carinhos Era ela sendo mãe como podia E hoje eu mãe como posso ser.