Aquela Augusta Todos os dias a casa é a mesma e quadrada. Pela manhã, somos mesmo, aqueles que sonharam. Nas manhãs, a mãe acorda o filho, alimenta-o despede se. As TVs são ligadas. Mas lá não. Lá naquela rua as manhãs nunca chegam. Os sorrisos são duros colados no rosto, como que com fitas ou grampos. Naquela rua eu penso mesmo já ter encontrado todos os amigos eternos de infância. Os rostos que desbotam com o chegar do Sol. Todos são artistas, interessantes bons amantes. Profundidade de pires. Eu posso ver o fundo e ele é branco. Naquela rua, não vejo seu sorriso ele para mim é arisco. Cuidados que não me tens. A porta de vidro fechada, e por ela um último semblante. Voltamos a cambalear perdidos. Aquela rua, mosaica curva de espíritos. Onde deixas os sapatos. E me entregou ao peito de um travesti despido. Naquela rua já me tornei personagem. Diluída a vida, em dias copos de pinga em outros qualquer bebida. Depois voltar a casa. . Quadrada,...