Janelas - (as paisagens mudam os olhos não)
junho 2012
Da janela do quarto da minha mãe eu via um
monte verde e uma pracinha, então pensava que se eu fosse um gigante com três
passos chegaria até lá na mesma hora.
Mas na janela haviam grades e eu de fato
não seria um gigante. então me imaginava como os beijas flores que iam
bebericar agua com açúcar na vizinha, me imaginava livre como eles, e meus
pequenos braços se estendiam por entre as grades e eu tocava a chuva o vento e
tudo apesar delas meus dedos eram eu.
Quando pequena e meus pensamentos me
atormentavam dizia, mãe espia no meu ouvido p ver o que estou pensando.
Sempre assim buscando alternativar p a
minha compreenção ou excessos.
Compreenção dos meus sentidos.
Descobri palavras e com elas liberdade e
com ela o medo, que me gerou coragem.
Hoje não estou nem para gigante nem p
passarinho, só poeta e de vez e muito mãe e de vez e sempre mulher e de vez em
tudo ...
Um ser ... junho 2012
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