Contareiro da Flor

Só um lugarzinho para amontoar alguns poucos poemas da Flor

Cân.ta.ro masculino
Vasilha grande e bojuda para líquidos;

Põe-me as mãos nos ombros..Beija-me na fronte...
Minha vida é escombros,
A minha alma insonte.
Eu não sei por quê,meu desde onde venho,
sou o ser que vê,e vê tudo estranho.
Põe a sua mão sobre o meu cabelo...
Tudo é ilusão.Sonhar é sabê-lo.


Fernando Pessoa (Cancioneiro)



Poema Simples

Quem pode explicar um sentimentoum filósofo, um poeta um padeiro ?
Não, ninguém explica os pequenos momentosde grandes e intensos extremos.
São simples e incompreendidos os pequenos atos desatinos.
Porque observar um caminhar,
se emocionar com as palavras,
é ver e ouvir com outros sentidos.
Mas só alguns animais conseguem ver assim,
outros nem se dão conta.
Pisam em flores depois é que vêem o Jardim.
Legal é viver tudo em volta,
ser verdadeiro, apesar da verdade escancarar nossas portas.
Legal mesmo,
legal de verdade.
É sorvete de dois sabores.
Passarinhos nos fios,
amantes, amores.
Falar um nome baixinho,
falar com a boca cheia de doce.
Beijar uma boca.
Não ter medo do escuro,
e ter alguém para abraçar a noite ou sempre.
E ninguém explica isso também,
vive-se cada detalhe, cada momento.
Do nosso sentimento.
A amor e a momentos.
FRan flor 2001

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog